terça-feira, 9 de novembro de 2010


Algumas regras para os pais que colaboram no processo da educação infantil:

1. Estar disposto a certos sacrifícios.
2. Manter comunicação constante. As conversas fazem parte da educação.
3. Não atender as birras, mas aos pedidos.
4. Expor à criança que só será atendida se pedir em tom de voz normal.
5. Evite usar os personagens de televisão para amedrontar ou punir os filhos, faz mais sentido alegar que são os pais ou cuidadores que estão educando.
6. Não voltar atrás.
7. Oferecer algum tempo diário para se dedicar aos filhos, carinho, brincadeiras, etc.
8. Evite a contradição entre o que é dito pelos pais. A criança se sente confusa e dividida.
9. Os pais são o modelo a ser seguido. Pense que tipo de modelo é o seu.
10. Não acredite que o tempo, por si só, dará jeito na situação. Não haveria sentido em existir a educação.


Mediante as dificuldades cotidianas de se educar os filhos, vê-se a necessidade de agir com maior rigor, utilizando-se de um planejamento a ser compreendido e discutido entre todos aqueles que convivem com as crianças. É importante criar um método que ajude no processo educacional dos filhos. Não obstante, agir organizadamente traz mais harmonia para dentro dos lares, além de gerar a gostosa sensação de se estar cumprindo a vital missão: educar o ser humano para uma vida mais plena.


Faz-se necessária a lembrança de que a educação infantil deve acontecer em casa, e que à escola compete a formação acadêmica, acrescida de alguns valores. Portanto, é um casamento de forças educacionais e não um jogo de empurra-empurra, no qual a criança deixa de ser educada e de quebra sente-se um transtorno. A educação leva tempo, não ocorre da noite para o dia. Ela é um processo. Não somos máquinas programáveis, somos gente, que necessita de desenvolvimento e maturidade para tornar a vida melhor.


Os últimos tempos têm dado amostras de resultados desastrosos de uma educação com baixos limites em sua estrutura, além da bola-de-neve dos relacionamentos ruins que são desenvolvidos, parte como conseqüência deste equívoco. Contudo, a natureza é especial, e as possibilidades favoráveis são ilimitadas. Para aqueles que despertam com nova esperança em seus corações, encontrarão força para fazer a diferença, de seu jeito particular, próprio de cada família.


Vale lembrar a questão humana presente na vida familiar: o quanto se está envolvido com os filhos e as influências causadas nos pais em virtude de seus comportamentos. Ou seja, tolera-se ou não certos comportamentos infantis de acordo com algumas experiências passadas dos pais, tais como o choro, as dificuldades, etc. Os pais podem estar “cegos” mediante certos comportamentos dos filhos. A história de vida é singular. Cada um tem a sua, inclusive a criança. Misturar as estações só dificultará o processo educacional, e de convivência. Não é tarefa fácil, todavia vale a pena.


Outra questão é o sentimento de culpa é comum nos pais, em virtude do pouco tempo que passam juntos com os seus filhos, pelo baixo ânimo e paciência que oferecem após um dia de exaustivo trabalho, além do acúmulo de noites mal dormidas, etc. No entanto, a culpa apenas dificulta a educação, diminuindo as chances de se praticar o que é necessário. Os pais acabam invertendo as prioridades, dão o que não deve, a exemplo dos presentes. Não compre os filhos com coisas, compartilhe educação.


A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DA LIBRAS – LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS NAS ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL

Este artigo tem como finalidade fazer uma reflexão sobre a LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais, língua usada pela pelos surdos do Brasil, fazendo uma abordagem acerca de sua origem, estrutura linguística e, enfatizando a importância do estudo da mesma e do seu ensino nas escolas. As bases teóricas foram buscadas no campo de estudos sob o nome de Estudos Surdos e em outros estudiosos das línguas de sinais. O presente trabalho objetiva, portanto, evidenciar a importância da LIBRAS para o desenvolvimento do surdo, partindo da constatação de que a língua natural dos surdos é a língua de sinais - portanto deveria ser a sua língua materna – e que grande parte desse surdos vêm de lares de pais ouvintes, o que enfatiza ainda mais a importância e necessidade do uso e ensino da mesma no contexto escolar. Considerando os direitos lingüísticos, os surdos têm direito de usar a sua língua materna em todas as situações e as instituições de ensino brasileiras devem reconhecer a LIBRAS como língua da educação dos surdos brasileiros, apoiando o seu uso e difusão, universalizando, assim, o seu ensino.
Palavras-chave: ensino de LIBRAS, educação de surdos.

Introdução

Na discussão sobre a educação de surdos, perpassa a discussão sobre as necessidades lingüísticas dos mesmos. Atualmente, entende-se que, na educação desses alunos, a primeira língua deve ser a língua de sinais, pois possibilita a comunicação inicial na escola em que eles são estimulados a se desenvolver, uma vez que os surdos possuem um bloqueio para a aquisição natural de uma língua oral.

A utilização da língua de sinais vem sendo reconhecida como caminho necessário para uma efetiva mudança nas condições oferecidas pela escola no atendimento escolar desses alunos, por ser uma língua viva, produto de interação das pessoas que se comunicam.

A língua de sinais, por possuir riquezas lingüísticas da mesma forma que as línguas orais, oferece as mesmas possibilidades de constituição de significados cumprindo, assim, um papel fundamental na educação de surdos.

No contexto da educação de surdos, o ensino de LIBRAS é uma questão preocupante, pois o reconhecimento da importância do estudo da mesma no ensino de surdos, às vezes ainda é deixado de lado. Portanto há uma necessidade maiores reflexões no sentido de evidenciar a sua importância.

A LIBRAS é um elemento essencial para comunicação e fortalecimento de uma identidade Surda no Brasil e, dessa forma, a escola não pode ignorá-la no processo de ensino aprendizagem.


Seguidores